Zoofilia: notícia velha, filme novo

ZooProcurando material para postar no OMEdI me deparei com uma notícia antiga (de 2005, que replicarei logo abaixo) na Irmandade Véio Rosa, sobre um cara que morreu depois de amar demais um cavalo (se é que você me entende). Acontece que essa notícia antiga rendeu um docudrama (um drama com elementos de documentário), Zoo, que passou na Mostra de Cinema de São Paulo, neste ano. O filme eu já baixei via torrent, mas ainda não assisti. Então resolvi roubar o texto de um amigo meu sobre ele e postar aqui, para ilustrar melhor. Primeiro a notícia:

Sexo com cavalo mata homem nos EUA

Um homem morreu nos Estados Unidos depois de ter relações sexuais com um cavalo em um sítio que funcionava como um "prostíbulo de animais", em Enumclaw, 60 km a sudeste de Seattle (Estado de Washington), de acordo com informações divulgadas pela polícia nesta segunda-feira.

A vítima, um homem de 40 anos, sofreu graves lesões internas e seu corpo foi deixado por desconhecidos em um hospital de Seattle, no dia 2 de julho, pouco depois do ato.

"Do médico legista ao comissário, passando pelos investigadores, ninguém jamais viu algo remotamente parecido com isto", disse à France Presse Eric Sortland, chefe da polícia de Enumclaw. "Seu cólon rompeu, como os órgãos inferiores da mesma região, e a hemorragia o matou", completou.

As investigações revelaram que o sítio era especializado em zoofilia e oferecia a seus clientes cavalos, pôneis, cabras, ovelhas e até cães. Tudo era anunciado pela Internet.

A polícia apreendeu fitas de vídeo com centenas de horas de atos sexuais entre homens e animais. O código penal do Estado de Washington não proíbe a zoofilia.

Via Folha Online, 19/07/2005

Veja todo o post para ler também um comentário sobre o documentário, texto de Bennet:

Documentário sobre o infame Mr. Hands, um homem americano que morreu em 2005 após trepar com um cavalo (ou melhor, após ser trepado por um cavalo). O vídeo do Mr. Hands está por aí na rede para quem quiser assistir…e eu recomendo a experiência, já que ela desafia qualquer descrição. Se eu disser que o vídeo retrata um homem sendo analmente penetrado pelo pênis gigante de um cavalo, descrevo corretamente o conteúdo do curto .mpeg, mas não faço jus a todas as sensações que o clipe provoca. É realmente algo sensacional. No mau sentido.

A história é a seguinte: graças à magia da Internet, vários indivíduos de gostos semelhantes, que nunca teriam oportunidade de se conhecer fora da rede, acabaram se encontrando e montando um clubinho zoófilo em uma fazenda na região de Enumclaw, Washington, que foi literalmente colocada no mapa devido à repercussão que seguiu a morte de Mr. Hands. No clubinho da zoofilia, vários homens de diversos níveis sociais e profissões se reuniam para conversar, tomar umas biritas, e transar com animais. A paz reinava na fazenda, mas como tudo o que é bom termina, certa noite de 2005, um dos membros do grupo, Mr. Hands, decidiu que aguentava o (po)tranco de levar um mega-pênis de cavalo ânus adentro, e acabou sofrendo uma ruptura de cólon. Sangrou até a morte, já que demorou demais para concordar a ser levado a um hospital. O que é compreensível…afinal, a situação é um tanto constrangedora. Além disso, Mr. Hands era um engenheiro respeitado da Boeing, e corria o risco de perder o emprego.

Depois da morte de Mr. Hands, a história caiu nas graças da imprensa e foi um grande sucesso de público e polícia. No final das contas, Washington, que não tinha leis anti-zoofilia, acabou aprovando uma que dá uma pena de até 10 anos de cadeia para quem mantiver relações sexuais com animais não-humanos. A primeira vítima da lei foi um homem que foi pego pela mulher transando com o cão da família. Depois disso tudo, o clubinho dos zoófilos acabou, e o nome de Mr. Hands, Kenneth Pinyan, foi revelado por um radialista, gerando ondas de difamação post-mortem que persistem até o dia de hoje.

A história é tragicômica, e é meio difícil não dar algumas risadas mórbidas quando se pesquisa os eventos. A página de Pinyan na Wiki, por exemplo, diz que "according to anonymous sources on forums where such material was distributed, he was considered very experienced at receiving anal sex from stallions", o que é hilário por si só, e mais engraçado ainda quando se considera o desfecho da história. Mas o documentário Zoo segue outra direção, e é um olhar simpático sobre as preferências sexuais e filosofia de vida de zoófilos mal-compreendidos. Afinal, o que eles buscam não é apenas sexo, é uma conexão "mamífero-para-mamífero" mais profunda. No final das contas, os zóofilos são apenas pessoas que gostam demais de bichos…Mas falando sério, Zoo acerta por não demonizar esses indivíduos, e por tentar entender o que se passa na cabeça de alguém como Mr. Hands, ao invés de apenas tratá-lo como um doente mental ou explorar o lado cômico da tragédia.

Infelizmente, o documentário acaba pecando por ser superficial demais. Há muita coisa boa em Zoo, principalmente a fotografia. O filme é muito bonito, com quadros muito bem compostos, e um jeitão meio Terrence Malick de ser. A trilha sonora é sofrível, uma mistura de Danny Elfman com Thomas Newman em modo American Beauty/Six Feet Under, mas em geral, o filme é muito bem feito em termos técnicos. Só que é baseado em um número muito reduzido de entrevistas, que são colocadas em off enquanto assistimos a representações dramatizadas dos eventos que circundaram da morte de Mr. Hands. Dois dos entrevistados, por falar nisso, nem aparecem no filme (por motivos óbvios). Há um certo lirismo forçado, com várias cenas homem-bicho em câmera lenta, jogos de luz e sombra, atores fazendo pose contemplativa, etc. e tal. E o filme fica nisso. A gente sai do filme entendendo exatamente a mesma coisa que entendia antes de entrar nele: homem que adorava cavalos levou um membro eqüino ânus adentro e morreu de hemorragia. Tudo bem que o filme tenta dar voz aos zoófilos, mas não sai muita coisa de relevante. É claro que eles curtem (e muito!) os bichos, mas isso é meio óbvio. Essa história poderia ter rendido coisa melhor, e talvez fosse mais interessante ter partido não para um documentário, mas para um filme de ficção mesmo.

Não deixa, entretanto, de ser um filme curioso, que vale a pena ver. É curtinho, bem feito e de surpreendente bom gosto, considerando-se o assunto.

Tem louco pra tudo, nesse mundo.

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19 opiniões sobre “Zoofilia: notícia velha, filme novo”

  1. Pingback: 2 girls 1 cup
  2. bem feito….hahahahaha…..morreu…. deveria todos que fazem isso morrer!!! que nojo!!! precisam de uma camisa de força e um bom hospicio daqueles bem antigos….

  3. Hmm, eu pratico zoofilia, e assisti o video da morte de mr.hands, e na verdade, a penetração foi tao facil, que ele ja era experiente nisso. Só que faltou cautela. Acho que ele só foi confiante demais, e extrapolou os preparativos iniciais, que se deve fazer para esse tipo de aporte.
    Agora, rola sentimento sim,para quem pratica verdadeiramente e não como uma masturbação,como nos filmes de zoofilia.
    E é fato, um zoófilo ama mais um animal do que uma pessoa.Isso é certo.
    msn : ms2115@hotmail.com

  4. dançar em,cima das tripas do ventre do diabo,quando deus é minha vadia minha própria sombra,se ofusca com pseudas-condiçÕes,me embaraço por estar louco-rouco de gritar;salvense quen puder,de nada vai sobar,nesse mundo incompreensível pelo serhumano,não compreender nada de sua natureza de humano.

  5. hahahaahahahahaaaaahahahahahaaaaah!

    É tão tragicômico que não parece verdade. É, e depois acusam Deus das doenças e deformações – porque nascem pessoas doentes?

    Legal o post, mas acho que vc pode fazer uma tradução do texto melhor/mais caprichada que essa, né Rodolfo?

  6. O que levou esse kra a achar, que podia ser fisica/orgânicamente capaz de aguentar uma “Vara de Relinchante” e sair vivo depois pra contar como foi! isso é que é pedir pra morrer!

  7. Heheheh

    Isso deve ser tão nojento que quando tu começa a ver não consegue parar mais, tipo aquels filme “Faces da Morte”

  8. eu assisti a esse filme na mostra…
    um lixo.
    seu eu fosse vcs, nem perdia tempo. e um documentario fraquissimo, mal feito, sem direcao alguma..
    nao me agregou nada. principalmente sobre o assunto.

  9. Não sei nem como descrever oq penso sobre esse assunto. Vi uma vez um vídeo (brasileiro) de uma mulher que foi empalada por um cachorro. Nojo, curiosidade e um pouco de preconceito, eu acho.

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