Às vezes me perguntam o motivo para eu ser tão chato com os filmes do Batman.
Lá pelos idos de 2003, quando anunciaram que seria feito um reboot do Batman dirigido por Christopher Nolan, venderam descaradamente a idéia de que essa nova adaptação do personagem representaria o mundo real, ou mais próximo disso que conseguissem. Falharam miseravelmente, Batman Begins não passou nem perto do que eu acredito ser o mundo real (a não ser que ‘mundo real‘ na cabeça deles seja apenas fazer um filme em live action).
Não que eu tivesse acreditado, mas é o que eles me ofereceram, o que seria permitido eu cobrar depois.
Quando eu desço a lenha nos filmes da trilogia The Dark Knight (que tem um título meio fajuto, já que o primeiro filme deveria se chamar The Dark Knight Begins) surgem fanboys defendendo o personagem com unhas e dentes e usando o argumento de que estou assistindo a uma ficção e não a realidade. E eu sempre me lembro que não era bem isso que estavam me vendendo lá no começo.
O Espetacular Homem Aranha? Acho que O Tedioso Homem Aranha ou O Enfadonho Homem Aranha poderia ser títulos muito melhores.
O Espetacular Homem Aranha
Não que os filmes anteriores do Aranha fossem um primor, mas dessa vez infantilizaram demais a história. Se você tem 17 anos tudo o que espera é ver na telona de um cinema o seu herói preferido. Às vezes você tem 40 e quer a mesma coisa, mas deveria ter vergonha na cara para não cair mais nessas armadilhas de Hollywood.
Estou aqui tentando encontrar algo interessante para falar sobre O Espetacular Homem Aranha mas tudo o que consigo pensar é que é chato, cansativo, devagar e que não tem absolutamente nada de novo para contar. “A história não contada” já tinha sido sim contada mais de uma vez e se não foi esqueceram de colocar neste filme.
Sua nova série Newsroom acabou de estrear na HBO e @KevinTPorter resolveu homenagear os diálogos reciclados, frases repetidas e idéias de roteiro familiares que Aaron Sorkin usa tão bem.
Entre todas as cenas a que mais me deixou impressionado foi quando Tom Hanks repete o texto de Sorkin em um discurso no Oscar.
O pessoal das agências de publicidade sempre reclama dos clientes. E quando o cliente é a agência, o que acontece?
“A pior parte de trabalhar com esses criativos que usam tênis bamba e cabelo de playmobil derretido e que pensam que são modernos é ter que esperar eles fumarem um baseado para ter a próxima grande idéia…”