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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada | Muito melhor do que eu esperava

Hoje eu fui assistir a O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, e estava com as expectativas baixas, o que sempre é bom. Bom pois você sabe que pode esperar menos, e o que vem de bom pode surpreender.

E foi exatamente isso que aconteceu.

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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Peguei uma sessão de cinema tranquila (achei estranho até, metade da sala cheia apenas), entrei sem ter muita certeza do que esperar, coloquei os óculos 3D e acabei me divertindo demais com o filme.

É a história do jovem hobbit Bilbo Bolseiro (vivido por Martin Freeman), que é convocado por Gandalf (Ian McKellen) para ajudar um grupo de Anões guerreiros a recuperar sua terra (no caso uma montanha) que foi tomada há muito tempo pelo dragão Smaug.

Confira o trailer:

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada:

No começo do filme, depois da introdução feita pelos personagens da primeira trilogia, fiquei com a impressão de que Martin Freeman, ator escolhido para viver o papel de Bilbo Bolseiro jovem, não teria sido a melhor escolha. Fica parecendo que ele é meio velho para fazer o papel de um hobbit jovem, por mais que o tempo corra diferente na Terra Média.

Neste sentido talvez a escolha não tenha sido a melhor, mas o cara é um ótimo ator, e consegue construir um Bilbo que age como um hobbit, que fica na dele, que consegue passar despercebido boa parte do filme, e que se desenvolve com a história. Sem contar que ele é muito menos gay que os hobbits originais de O Senhor dos Anéis.

Uma coisa gritante é que Peter Jackson criou várias cenas absolutamente idênticas às da primeira trilogia como se fosse xerox, os mesmos ângulos, os mesmos cortes, até o cenário e a iluminação parecem iguais.

Assim O Hobbit não é um filme melhor ou pior que algum outro da trilogia O Senhor dos Anéis, é um que faz parte do mesmo universo, no mesmo nível, e que, no futuro, poderá ser visto como parte de seis filmes como se fosse apenas um, com vinte e poucas horas de duração, algo como o filme mais longo do mundo. Hehehehe.

E não me venham com essa história de que é arrastado, pois apenas a primeira parte do filme é arrastada. O primeiro movimento, em que se apresentam os personagens principais num banquete na casa de Bilbo Bolseiro realmente é interminável (com direito a cantoria à base de uma flauta), mas a partir do momento em que eles colocam os pés na estrada o filme parece engatar numa montanha russa interminável de ação e movimento, num ritmo muito bom, nem agitado demais, nem devagar demais. Um ritmo exato.

Eu me lembro de ter ido assistir a O Senhor dos Anéis versão extendida no cinema, cada filme com cerca de quatro horas, e como tudo fazia parte da história, não cansou. Foram três horas e quinze minutos que passaram rapidinho, quando chegou ao final eu estava esperando mais.

E assim eram os filmes da primeira trilogia: Longos, mas no ponto exato. E este é exatamente igual aos primeiros, quando dizem que ele é cansativo parecem que esqueceram de O Senhor dos Anéis. Peter Jackson repetiu a fórmula em todos os pontos, apenas com atores diferentes. Nas duas histórias são personagens curiosos em um road movie medieval fantástico em direção a um objetivo, nada mais que isso.

Podem até reclamar, mas ai a culpa não é do filme, é da história criada por J.R.R. Tolkien.

Como por exemplo a solução de todas as lutas no filme: no momento em que nossos heróis estão próximos da morte sempre chega a cavalaria. Mas era assim também na trilogia original, ué, a mesma solução Deus Ex Machina.

Senti um pouco de falta de personalidade aos anões, que no fundo parecem ser todos os mesmos, clones. Gimli, da trilogia original, sozinho, era muito mais carismático que a companhia inteira de O Hobbit.

A paixão de Peter Jackson pelas histórias da Terra Média pode ter sido o motivo para ele ter dividido o filme em três partes, quem sabe para poder trazer à vida todos os personagens do livro (coisa que ele não consegui na trilogia de SDA), mas alguns ficaram estranhos. O mago Radagast, O Marrom, por exemplo, é meio que uma caricatura, com merda de passarinho na cara o tempo todo. EM 3D! Hehehehe.

A comparação que alguns estão fazendo que Uma Jornada Inesperada seria a versão “Episódio I” de O Senhor dos Anéis é estúpida. Não é comparável, já que Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma é mal escrito e mal dirigido, com cenas idiotas que não acrescentaram absolutamente nada à mitologia (como a corrida de Pods e a cena em que Anakin vai ao espaço e volta e dois minutos, que foram criadas apenas para encher linguiça).

A única cena que eu senti que foi para encher linguiça em O Hobbit (além da primeira parte do filme) foi a cena dos Gigantes de Pedra, que vieram do nada e desapareceram sem maiores explicações. Todas as outras, por mais longas e extendidas que fossem, encaixaram muito bem no contexto da história.

Além de que o filme termina no ponto exato, redondinho. Sem tirar nem por, deixando o espectador com vontade de saber o que vem a seguir.

Portanto, vá ao cinema tranquilo, o filme vale à pena, leve uma água, um chocolate, e se prepare para pelo menos duas horas de muita caminhada, ação, lutas e correria.

Ah, eu assisti em 3D e não vi nada que justificasse, acho que dá para ver em 2D tranquilamente. Também não vi em um cinema que aproveitasse a tal da tecnologia de 48FPS (quadros por segundo), então não posso opinar sobre isso. Talvez eu reveja O Hobbit: Uma Jornada Inesperada em um cinema que aproveite essa tecnologia apenas para matar minha curiosidade, e para ver todos os detalhes que possam ter passado despercebidos por mim.

Dei uma olhada no Rotten Tomatoes, e os críticos estão dando 65% para O Hobbit e 92% para Skyfall. Skyfall é uma merda, um filme vazio em que o personagem principal é o Aquaman. Cada vez mais eu acho que essa minha mania de não gostar de nenhum filme só me faz ver o cinema de uma forma mais honesta.

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada é o melhor blockbuster do ano, e tenho dito.

[schema type="movie" url="http://www.thehobbit.com/" name="O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey)" description="Um hobbit curioso, Hobbit, Bilbo Baggins, viaja até a Montanha Solitária com um vigoroso grupo de Anões para recuperar um tesouro roubado deles pelo dragão Smaug." director="Peter Jackson" producer="Peter Jackson" actor_1="Ian McKellen" actor_2="Martin Freeman" actor_3="Richard Armitage" actor_4="Hugo Weaving" actor_5="Cate Blanchett" actor_6="Christopher Lee" ]


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4 opiniões sobre “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada | Muito melhor do que eu esperava”

  1. Sobre a parte dos gigantes, eles apareceram e desapareceram pois foi assim que aconteceu no livro, Tolkien nunca deu uma explicação precisa sobre esse fato, e os gigantes nunca mais apareceram em nem um de seus livros, então nem tinha como explicar de onde vieram e para onde foram!
     
    Eu amei esse filme e com certeza irei assistir de novo!

  2. O que dizer a respeito do filme, sem lançar spoilers comprometedores? Buenas! Sem exagerar na minha empolgação, posso dizer que a mim o tio Peter Jacksonnão decepcionou. Aliás, diversas modificações vieram a complementar muito bem a trama. O prólogo, ou seja, a narrativa de entrada, foi “excelentemente excelente”! E quem assistiu ou leu “O Senhor dos Anéis”, sabe que Bilbo é quem escreve suas memórias, então posso dizer que o filme faz um bom encaixe cronológico com o início do seu sucessor, para que depois possamos voltar a vivenciar (digamos, “internamente” ou “ao vivo”) as mesmas memórias do sr. Bolseiro.  O roteiro amadureceu um pouco mais para o público do cinema (lembrando que o livro é classificado como infanto-juvenil), mas não perdeu a graça e nem as piadas daquela cambada de anões mortos de fome. A trama de o Hobbit é inferior à do SdA, logo, seria necessário caprichar em outros atrativos, visto que é uma regressão no universo histórico da Terra-média e na complexidade de outros detalhes, como a própria forma de narrar. Enxertos dos outros livros foram feitos, como é o caso de aparições de outros personagens e acontecimentos que não são relatados diretamente no livro (O Hobbit), porém, eles estão lá, paralelamente. Apenas uma coisa que achei estranha foi a atuação dos atores, pois nas primeiras cenas parece que alguns estavam um tanto apagados, mas depois segue bem. Fora isso, algumas partes ficam mais paradas, mas não acho que isso torne o filme ruim, faz parte. Quanto ao figurino, fotografia, efeitos, diálogos, trilha sonora etc., foram demais! Além disso, é válido dizer que a habilidade dos anões em batalha ficaram muito mais bacanas! Fiquei ansioso pela Batalha dos Cinco Exércitos. (:D)  E uma das coisas mais legais é que foi possível acompanhar o diário de produção do filme, que Peter Jackson esporadicamente divulgava. As pessoas envolvidas com o filme – não apenas os atores – aparentam trabalhar com gosto. É um filme feito por fãs, embora esses fãs ganhem MUITA grana. Mas, bem, isso é outra coisa. Enfim, não dá para comentar muito mais, por ora. Espero que o filme agrade aos amigos que curtem a Mitologia Tolkiana. Demorou, mas veio. A primeira parte tem que ter um fim, então, a pontinha para a expectativa foi deixada em um bom ponto, na minha opinião. Ah, sim! Eu esperava mais do 3D, mas não sei se isso é relativo ao cinema. E, no caso, eu quero (ou queria) ver no IMAX 3D. Até agora não sei se a sala do Bourbon Wallig de Porto Alegre está liberada. ¬¬ Bom, agora só daqui a um ano, mas em 2013 teremos bons petiscos até a chegada da segunda parte das aventuras do sr. Bolseiro. o/

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