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Blade Runner – The Final Cut (2007)

Uma pequena introdução sobre como eu cheguei ao filme Blade Runner: Estava eu linda e sorridente, lendo um livro que ganhei de aniversário da senhora minha mãe, chamado “Cartas a um jovem fotógrafo de Bob Wolfenson” e em alguma parte do texto (eu deveria ter marcado a página, mas ok, não seja preguiçoso e vá ler o livro!) o autor (Bob) menciona Blade Runner. Não lembro em que situação ele fala do filme nem por que, só sei que anotei na minha lista de tarefas que eu precisava baixar e assistí-lo.

Blade Runner

Tenho que dizer, em primeiro lugar, como foi sofrido assistir até ao final. Desculpem-me os fãs desse gênero de filme, de Ridley Scott, de Harrison Ford… Mas o filme é um pé no saco.

Eu esperava realmente mais e como eu sabia que era um filme antigo resolvi não ler nada sobre ele para não criar expectativas e/ou pré-conceitos quanto ao seu enredo, atuações e etc.

“Blade Runner é de 1982 e apesar de ser um dos filmes mais cultuados foi um fracasso total de bilheteria. Detalhe: ele possui quatro versões e uma edição especial. Sua história é baseada na obra de Philip K. Dick e foi adaptada pelos roteiristas Hampton Fancher e David Peoples com direção de Ridley Scott.”

Baixei então a versão Blade Runner – The Final Cut, de 2007 do diretor e se arrependimento matasse eu não estaria aqui escrevendo esse texto para vocês. Reza a lenda que a versão original do filme é muito melhor e essa que eu vi é realmente uma merda. Confesso que ainda não tive coragem de comprovar essa informação.

Blade Runner e seu futuro distópico.

O filme é ambientado em uma Los Angeles sombria e chuvosa do século XXI, um tanto quanto decadente. A meu ver eles basicamente disseram isso: o futuro vai ser uma bosta, as cidades vão ser uma bosta.

E lá existem os Replicantes (claro que iria existir alguma super criação humana que agora causava problemas), que são androids estupidamente parecidos com os humanos, principalmente a geração Nexus 6. Os replicantes são usados em trabalhos que os seres humanos não seriam capazes de realizar e na colonização de novos planetas. O detalhe é que: eles são fortes, inteligentes e buscam por mais tempo de vida (o prazo de validade deles é de 4 anos, no enredo conta-se que essa foi a forma de criar uma “válvula de segurança”).

Os primeiros 20 minutos de filme mostram porcamente a fuga e vinda para a terra dos tais incríveis replicantes (se eles são a última geração de androids eu espero uma super cena de fuga) e os antigos chefes de Deckard o recrutando para caçar e matar ou como é dito no filme, “aposentar” esses replicantes. Ele volta a sua função de Blade Runner por conta desses fujões.

Após essa introdução de quem é quem e qual é a missão dele, a primeira etapa consiste em Deckard ir até a empresa de Tyrell e realizar o teste em Rachel (uma replicante que não sabe que é, pois vive com as memórias da sobrinha de Tyrell) e obviamente que depois do teste a moça descobriu que era uma android (eu achei a Sean Young bem bonitinha).

Desse ponto em diante começam os 50 minutos mais torturantes da minha vida com toda uma enrolação para as coisas acontecerem, eu definitivamente não tenho muita paciência para isso. E digo enrolação porque nada de muito revelador ou que mudaria o curso da história acontece.

E os equipamentos e cenários? E não me venham falar “mas Géssica, é um filme de não sei quantos anos atrás”. Foda-se. Já vi filmes antigos em que a preocupação com a construção dos cenários e “equipamentos tecnológicos” usados era muito maior. Sério, cada trambolho que dava gastura.

Ainda tinha uma Nexus 6, a Pris, que possuía um figurino que transitava entre Marilyn Manson e uma versão muito estranha da Lady Gaga.

Enfim, dos 4 androids iniciais apenas 2 chegam a Tyrell, o criador. E como ele não os dará mais tempo de vida é morto. Deckard vai atrás deles, mata Pris e as cenas finais são de uma batalha muito ridícula com o Nexus 6 sobrevivente.

Eu já mencionei que nessa luta final aparece uma pomba branca do além? Nessa hora eu pensei: opa… Começou o despacho.

Mesmo com o truque de Blade Runner (o fato de ele sonhar com um unicórnio… cara, um unicórnio!) usado no filme para deixar a dica de que o Deckard também é um replicante eu não consegui soltar um “Oh my god!”.

E na última cena, para uma dar pitada de suspense e fazer um agrado as mulheres o Deckard foge com a replicante Rachel. Lindo né?

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6 opiniões sobre “Blade Runner – The Final Cut (2007)”

  1. E eu imaginando, quando vi a capa de Blade Runner, um dos melhores filmes sci-fi de todos os tempos indiscutivelmente, que iria finalmente ler uma crítica positiva de um filme bom neste blog. Agora perdi as esperanças de vez. Farei questão de nunca mais ler crítica alguma devido a total incapacidade do autor de analisar corretamente um filme. Sugiro até parar de vez de postar críticas. Elas não farão a menor falta.

  2. Imagine um mundo que clona pessoas para fazer seu trabalho sujo? Imagine um mundo que explora macacos transgênicos alterados para cuidar de serviços domésticos, ou pessoas com Síndrome de Down rebaixadas a sub humanos, proto humanos. Imagine um laboratório que testa vacinas em humanos, estamos ficando próximos da realidade?? Imagine homens que escravizam homens e mulheres para viverem do trabalho e da batalha. Verdade, é um filme cansativo, sem ética, bem humano. “Se você pudesse ver o que eu vi com seus olhos?” A existência humana sem valor, degradada, exposta, dilacerada. Os que serviram e depois na velhice são inservíveis,” .
     E o tempo, e nossa existência, nossa memória, as pessoas que amamos, as tragédias, serão como lágrimas na chuva? Fósseis carbônicos, somos incapazes de ver ou sentir os chamados “fantasmas sociais”, pessoas estas, renegadas pela sociedade que são úteis e ao mesmo tempo o próprio câncer da sociedade, e devem ser eliminados da forma mais desprezíveis, toda vez que não se ajustarem a hierarquia de classes. Assim, sem remorsos, sem culpa, por não serem humanos.
    Seriam replicantes, clones, estruturas biologicamente feitas em laboratórios sem almas, sem amor, sem sentimento, incapazes de pensar. Ou estas estruturas seriam tão humanas que deveriam poder amar, viver mais, brincar? Como podem ser incapazes de sentir ódio, se foram criados para sentir ódio?
    Esse filme não é maniqueísta, não traz o bem e o mal, todos são inocentes e culpados de acordo com sua natureza plural, a tecnologia avançou tanto ao ponto de fazermos humanos, e é essa a grande diferença do filme que fez sucesso na Europa, onde as questões existenciais a época eram levadas bem a sério, eram as relações intrínsecas que preocupavam, os Estados Unidos já era permeado pelo progresso e tecnologia a qualquer preço, por isso não entendeu facilmente.
    Foram os Europeus que tiveram que desenhar para eles que não se trava de homens x replicantes, mas sim de humanos x humanos, almax alma. O caçador é o verdadeiro assassino?  ele atira nas costas de uma mulher quase sem culpa, ao belíssimo toque de saxofone, suave (Vangelis). A indústria, o pregresso, a Tyrrel pouco se importa, a escória vive presa a Terra degradada, poluída, miscigenada, e os que podem vão para um novo mundo
    Mas pós relações intrínsecas do existencialismo inocente europeu,” penso logo existo” seguido da pergunta perturbadora “mas para que penso?, e porque existo?” fomos soterrados por uma era de glamour, moda e  consumo com relações meramente extrínsecas , e assim começamos a vivenciar a “sociedade dos espetáculos” de Guy Debord. Onde transportamos nossos egos para celebridades, vivemos a vida alheia, e essa é uma outra forma de sermos humanos, nossa natureza não estava preparada para as fofocas de celebridades ou aos reality shows.

  3. Imagine um mundo que clona pessoas para fazer seu trabalho sujo? Imagine um mundo que explora macacos geneticamente alterados para cuidar de serviços domésticos, ou pessoas com Síndrome de Down tratadas com robô para serviços que ninguém mais quer fazer. Imagine um laboratório que testa vacinas em humanos, estamos ficando próximos da realidade?? Imagine homens que escravizam homens e mulheres para viverem do trabalho e da batalha. Verdade é um filme cansativo, sem ética, bem humano, “se você pudesse ver o que eu vi com seus olhos?” A existência humana sem valor, exposta, os que serviram e depois na velhice são inservíveis,” . e o tempo, e nossa existência, nossa memória, as pessoas que amamos, as tragédias, serão como lágrimas na chuva? Pessoas renegadas pela sociedade são o próprio câncer da sociedade devem ser eliminados da forma mais desprezíveis, sem remorsos, sem culpa, por não serem humanos. Seriam replicantes, clones, estruturas biologicamente feitas em laboratórios sem almas, sem amor, sem sentimento, incapazes de pensar. Ou estas estruturas seriam tão humanas que deveriam poder amar, viver mais, brincar? Como podem ser incapazes de sentir ódio, se foram criados para sentir ódio? Nesse filme não é maniqueísta, não traz o bem e o mal, todos são inocentes e culpados de acordo com sua natureza plural, e é essa a grande diferença do filme que fez sucesso na Europa, onde as questões existenciais a época eram levadas bem a sério, eram as relações intrínsecas que preocupavam, os Estados Unidos já era permeado pelo progresso e tecnologia a qualquer preçeo, por isso não entendeu facilmente. Foram os Europeus que tiveram que desenhar para eles que não se trava de homens x replicantes, mas sim de humanos x humanos. O caçador é o verdadeiro assassino, ele atira nas costas de uma mulher quase sem culpa. A Tyrrel pouco se importa deixa claro que não são humanos. Mas pós relações intrínsecas do existencialismo inocente europeu,” penso logo existo” seguido da pergunta perturbadora “mas para que penso?, e porque existo?” fomos soterrados por uma era de glamour, oda e  consumo com relações meramente extrínsecas , e assim começamos a vivenciar a “sociedade dos espetáculos” de Guy Debord. Onde transportamos nossos egos para celebridades, vivemos a vida alheia, e essa é uma outra forma de sermos humanos, nossa natureza não estava preparada para as fofocas de celebridades ou aos reality shows

    1. @DaniloRibeiro Uma criança de 3 anos de idade teria mais sensibilidade para entender uma obra prima da ficção científica (coisa que esta emo decerebrada não tem)…

  4. Que crítica injusta. O filme é excelente. Talvez você devesse ter visto a versão tradicional primeiro. No entanto vejo aqui uma caraterística que os americanos já identificaram há tempos: jovens não têm paciência para assistir filmes de outras épocas, o que gera tantos remakes, não raro piores (ou não tão bom quanto) os originais. Em todo caso a película se prestar para uma série de divagações filosóficas acerca da busca (humana) pelo Criador, além de questões como o próprio “ser”. René de Descartes enunciou que a prova de sua existência era o fato de ele pensar: “Penso, logo existo”. No entanto o fato de pensarmos neste momento somente demonstra a nossa existência, neste momento. Rachel pensava e existia. No entanto a própria existência anterior dela, sua memória, era implantada. Ou seja não tinha sequer consciência de sua existência anterior. 
    Isso sem falar, por fim, no gancho que se pode puxar em relação ao trabalho humano, escravidão e formas alternativas de produção de riqueza.
    Enfim sua crítica é muito superficial, mas típico da juventude.

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